“Eu vi o jogo assim: Primeiros minutos enganadores: o árbitro B. Paixão vestido de vermelho (provavelmente estava do avesso mas dado o estado geral já ninguém estranha) apitou para o início. Mandou parar tudo 1 segundo depois. Ordenou que se voltasse a dar o pontapé de saída. Pensamento geral: “lá está este senhor… ainda nem começou o jogo é já está a fazer das suas”. Especialista em irritar todos os intervenientes do jogo acabou por nos enganar a todos e no restante do jogo acabou por mostrar a sua incompetência apenas no capítulo disciplinar. Quem nos enganou também foi o Nacional que nos primeiros 25 min até parecia ter argumentos pra discutir o resultado chegando algumas vezes à área do Porto. Dois ou três lances de perigo podiam ter precipitado o primeiro golo do Porto que diga-se jogava bem mas sem impor grande intensidade nem velocidade. Sólido a defender não havia espaço para contra-ataques para os dragões e nas poucas vezes que o jogo disponibilizou oportunidades para isso o Porto não parecia muito motivado para lançar os seus avançados em profundidade. Brahimi recriava-se com a bola e ia criando fendas na defesa Nacionalista.

FC Porto goleia Nacional por 7-0

Com a chegada da meia hora de jogo chegaram os sinais do que o jogo seria. Golo de Oliver. Multiplicação dos lances de perigo azul e branco. Os erros defensivos dos insulares começaram e lá saiu o primeiro amarelo do jogo para Tobias Figueiredo que depois de uma asneirada da grossa que quase permitia a Soares fazer o 2-0, decidiu falar para o árbitro com a mesma disposição que o seu treinador certamente teria naquela altura para falar com o defesa emprestado pelos leões. Até ao final da primeira parte ainda deu para o Casillas fazer uma boa e única defesa na sequência de um lance de livre lateral que entretanto já tinha sido anulado. O 2-0 por Brahimi fechou a 1′ parte.

A 2′ parte contribuiu para a saúde dos espectadores que se deslocaram ao Dragão tal foi o exercício de aeróbica: levanta/aplaude/senta proporcionado pelos golos. Destaque para toda a equipa do Porto que se mostrou em bom nível. Até no marcador se prova isso com os primeiros 5 golos a serem marcados por jogadores diferentes. O lance do 5′ golo por Layun apareceu de livre direto que valeu a expulsão por acumulação de amarelos para Tobias F. Acabando com um jogo já de si decidido. O resto foi contabilidade permitindo a André Silva e Soares bisarem e a NES inventar umas substituições ficando inclusive a jogar sem trinco de raiz. Destaque para Óliver em crescendo de forma a fazer a diferença na forma como faz o meio campo Portista carburar e A. André que dá ares de quem ainda pode vir a jogar ao nível do que melhor mostrou no passado. Já Soares continua a marcar golos a um ritmo impressionante. Abaixo dos restantes colegas estiveram os laterais Layun e Telles que apesar de não estarem na sua melhor forma não comprometeram defensivamente num jogo pouco exigente a esse nível. Felipe regressou como se nunca de lá tivesse saído.

O destaque final vai para André Silva que nesta dança de titular indiscutível até suplente passando por primeira opção a sair quando é necessário alterar alguma coisa taticamente durante os 90min, mostrou-se com a mesma disponibilidade e espírito de sacrifício de sempre que lhe valeu 2 golos na conta pessoal.

P.”

Fotografia da equipa do FC Porto no jogo contra o Nacional 2017

Esta foi a opinião do nosso leitor, que assina com um “P”, de Porto, Primeiro, Portugal e Proeza. Uma excelente análise que era um erro não lhe dar um destaque destes! Abrimos assim uma nova oportunidade a todos que desejarem, entrarem em contacto connosco com uma crónica tão interessante como esta e habilitam-se a ter um protagonismo assim no nosso site! Estão à espera de quê?

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